Este ano a ALI propôs-se dar asas ao Seminário de Verão. Assim, de acordo com o Centro Português de Psicanálise, foi decidido fazê-lo voar até Lisboa.

Em boa hora. Com efeito durante esses dias desenvolveu-se um óptimo trabalho num ambiente propício a um debate sem rotinas. Trabalho que os participantes tinham preparado ao longo do ano, trabalho dito, ouvido e debatido de forma muito aberta. Uma jovem colega portuguesa dizia, no final que tinha sentido que todos estávamos ali pera ouvir e debater, para aprender mais e “não para vir ver e mostrar-se”.

Avançámos na compreensão da “Relação de objecto e as estruturas freudianas”. Não só seguindo a razão, mas também com uma abertura amigável e colegial uns aos outros, falando em francês e em português, graças a um sistema que a Ali pôs a funcionar com êxito. ALI que soube comunicar-nos o espirito excelente do seu executivo.

Foi num belo anfiteatro clássico, cheio, em que o belo acolhimento e a boa vontade de profissionais calejados ombreavam com os mais novos e com aqueles que, em Paris e em Lisboa, manejaram as questões administrativas práticas com um sorriso.

Sente-se hoje que a equipa de Paris aprofundou a sua maneira de trabalhar em conjunto e com as Escolas nacionais e internacionais. Também o CPP para quem um ano de trabalho mais sustentado e amigável o estruturou mais solidamente o que é bem encorajador no que respeita o futuro.

“Não é segurando as asas que se ensina um pássaro a voar…” (Mia Couto)

Jean-Paul Beaumont e Maria Belo (presidentes da ALI e do CPP)

 
Na Faculdade de Letras, em Lisba